N. 19 – Belém/PA - Novembro/Dezembro - 2014

O Metrossexual em Cena

Edyr Batista de Oliveira Júnior

 

Na dissertação de mestrado Masculinidades em Cena: o modo de ser e de pensar o metrossexual a partir das telenovelas analisei as percepções dos sujeitos sobre o modo de ser e de pensar o metrossexual. O uso de personagens desse produto foi significativo, visto que, além da grande entrada nos lares brasileiros, as telenovelas contribuem para a visualização de comportamentos e divulgação do “novo”. Neste sentido, realizei 16 entrevistas com cinco mulheres e 11 homens-- todos residentes em Belém do Pará, universitários ou formados em diferentes cursos-- com a finalidade de examinar como essas pessoas veem os personagens masculinos veiculados nos folhetins eletrônicos e como percebem, nesses produtos, os personagens metrossexuais ou com características metrossexuais. Nesta intenção, as entrevistas focalizaram três personagens: Tomás (Leonardo Miggiorin), de Cobras e Lagartos (2006); Narciso (Vladimir Brichta), de Belíssima (2005); e Carlos (Carlos Casagrande), de Viver a Vida (2009). Os resultados desse estudo foram apresentados na referida dissertação em três capítulos.

O primeiro aborda a representação do homem nas telenovelas; a percepção dos/as  interlocutores/as  acerca dos  tipos masculinos transmitidos nos folhetins eletrônicos; e a maneira  como os operadores da comunicação – escritores, autores, atores, acadêmicos que estudam o tema telenovela – veem a relação entre o público masculino e os folhetins eletrônicos.

O segundo capítulo inclui: análise sobre o corpo do metrossexual como algo “fabricado”; discussão sobre os cuidados que os interlocutores dizem ter com seus corpos; abordagem sobre a percepção que os/as informantes/as têm a respeito da presença, ou não, dos personagens metrossexuais nas telenovelas; e enfoque sobre a relação metrossexual e homossexualidade apontada pelas pessoas entrevistadas.

O capítulo três refere-se ao modo de ser metrossexual, segundo a percepção que os/as entrevistados/as têm dos personagens de Leonardo Miggiorin em Cobras & Lagartos (2006), Vladimir Brichta em Belíssima (2005) e Carlos Casagrande em Viver a Vida (2009), incluindo   referência à trama que envolve esses personagens.

Desse modo, e considerando a perspectiva das Ciências Sociais, foi analisado esse recente tema  que é o metrossexual, utilizando-se elementos de um dos programas mais assistidos na sociedade brasileira, as telenovelas, a fim de contribuir para a desmistificação do homem que não se cuida e para a percepção das masculinidades que estão em cena na contemporaneidade.

Edyr Batista de Oliveira Júnior é Mestre em Antropologia (PPGA/UFPA);Licenciado e Bacharel em Ciências Sociais (UFPA). Lattes: http://lattes.cnpq.br/5591547165482729; Skype: edyrjr.

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